A Prefeitura de Araras, pela Secretaria Municipal de Assistência Social, abriu credenciamento para profissionais interessados em atuar como oficineiros nos serviços socioassistenciais da cidade, com inscrições até 27 de fevereiro e contratos de 12 meses. O edital de credenciamento 003/2026, no site da Prefeitura, lista as áreas e a documentação; projeto de oficina e documentos são entregues na Secretaria, na Avenida Zurita, 681, no Jardim Belvedere, das 8h às 15h. As informações são do portal Notícias de Araras.

Os projetos podem ser de artesanato, artes visuais, corte e costura, culinária, higiene e beleza, informática e tecnologia, saúde e bem-estar, meio ambiente, hip hop, esportes, grupo de reflexão, música e oficinas sociais, desenvolvidos nos Cras, no Creas, no Centro POP, no Centro de Convivência da Terceira Idade, no Centro Dia do Idoso e no Centro de Convivência do Idoso. A divulgação dos credenciados foi marcada para 9 de março.

Oficineiro: quem é e o que faz

O oficineiro é o profissional — artesão, costureira, cozinheiro, professor de informática, MC de hip hop, educador físico, músico — contratado por credenciamento para conduzir oficinas regulares nos serviços da Assistência Social: são as atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças, adolescentes, adultos e idosos, e das ações de geração de renda e cidadania nos Cras e no Creas. Credenciamento, e não licitação, permite contratar muitos profissionais autônomos por projeto, com pagamento por hora-aula e vigência de um ano; é o modelo que a Assistência Social usa desde que o SUAS tipificou o SCFV, e a lista de áreas de 2026 — de corte e costura a hip hop — mostra a amplitude do que se oferece nos bairros de Araras.

Para Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, o edital é a assistência social que ninguém vê. "A senhora do grupo de convivência que faz crochê para o enxoval, o adolescente do Cras que aprende hip hop em vez de ficar na esquina, o morador de rua do Centro POP que faz oficina de reflexão, a mãe do Bolsa Família que aprende costura para ter renda — tudo isso é oficineiro contratado por credenciamento. Treze áreas, seis equipamentos, doze meses. É o edital que faz o Cras funcionar como serviço e não como balcão. Mirian Vanessa abriu em fevereiro, um mês depois de assumir, para que as oficinas começassem em março com o ano. A Secretaria que ganhou o Selo FNAS pela execução dos recursos gasta o cofinanciamento nisso — e é assim que se gasta bem", avalia.

SCFV: o serviço que as oficinas sustentam

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, tipificado no SUAS, atende grupos por faixa etária — crianças de 6 a 14, adolescentes de 15 a 17, adultos, idosos — em encontros regulares com atividades culturais, esportivas e de reflexão, para prevenir isolamento, violência e evasão; é executado nos Cras e por entidades como OSAF e Oratório Dom Bosco, e as oficinas são seu conteúdo. Sem oficineiro, o SCFV é sala vazia.

As 13 áreas: o que cada uma faz

Artesanato e artes visuais — expressão e renda —; corte e costura e culinária — geração de renda e qualificação, com a Escola do Fuss —; higiene e beleza — autoestima e trabalho —; informática — inclusão digital, currículo, serviços online —; saúde e bem-estar — atividade física, prevenção —; meio ambiente — horta, reciclagem —; hip hop — juventude, dança, rap, grafite —; esportes; grupo de reflexão — convivência, direitos, violência —; música; e oficinas sociais — temas do território. Cada projeto propõe público, carga horária e resultado.

Centro POP e Centro Dia: os equipamentos especiais

O Centro POP atende pessoas em situação de rua — banho, refeição, documentos, oficinas de reflexão e de trabalho —; o Centro Dia do Idoso acolhe idosos dependentes durante o dia, com atividades; o Centro de Convivência do Idoso e o da Terceira Idade, os grupos autônomos. Oficineiros nesses espaços exigem perfil específico, previsto no edital.

Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, o hip hop no edital é o detalhe que importa. "Prefeitura credenciando MC, DJ, b-boy e grafiteiro para dar oficina no Cras é reconhecer que a cultura da periferia é ferramenta de assistência social. O adolescente do José Ometto que não vai ao coral vai ao rap. Araras tem cena — o Erinho, homenageado em fevereiro, era dela. Colocar hip hop ao lado de corte e costura e de informática, no mesmo edital, com o mesmo pagamento, é política pública sem preconceito. Mirian Vanessa entendeu o território. Que os credenciados de 9 de março incluam quem faz cultura de rua de verdade", observa.

Como se credenciar

Ler o edital 003/2026, escolher a área, elaborar projeto de oficina — objetivo, público, metodologia, carga horária, materiais —, reunir documentos pessoais, comprovação de experiência ou formação e regularidade fiscal, e entregar na Secretaria até 27 de fevereiro; a comissão avalia e publica a lista em 9 de março. Credenciado é chamado conforme demanda dos equipamentos.

Pagamento e vigência

Contrato de 12 meses, prorrogável, com pagamento por hora-aula em valor fixado no edital, mediante relatório de frequência; o oficineiro é autônomo ou MEI, sem vínculo empregatício — modelo que dá flexibilidade à Secretaria e renda a profissionais da cidade, muitos deles artistas e artesãos locais.

Geração de renda: o objetivo além da oficina

Corte e costura, culinária, beleza e artesanato são oficinas que viram trabalho: a participante aprende, produz e vende — na Feira do Agricultor, nos eventos do Fuss, no Comart; é a ponte entre assistência e emprego que o PAT e o Sebrae Aqui completam. Para famílias do CadÚnico, é a saída do benefício.

Credenciamento versus licitação: por que este modelo

A Lei 14.133/2021 prevê o credenciamento como forma de contratação em que todos os interessados que atendam aos requisitos são habilitados, sem competição por preço — adequado quando o serviço é prestado por muitos profissionais simultaneamente, com valor fixo, como oficinas; evita licitação para cada oficineiro e permite chamar conforme a demanda de cada Cras. O edital publica critérios, valores e documentos; a comissão habilita; o pagamento é por hora executada. É o mesmo desenho usado para os oficineiros da Cultura pela PNAB.

Os Cras de Araras: onde as oficinas acontecem

Cras José Ometto, Cras Brasílio Penteado Castro e as demais unidades de referência cobrem as regiões da cidade, com equipes técnicas, grupos do PAIF e do SCFV e, a partir de março, as oficinas credenciadas; o Creas, no centro, atende a proteção especial; o Centro POP, a população de rua. As oficinas seguem calendário semanal por equipamento, publicado nas unidades, e são abertas às famílias referenciadas.

Cofinanciamento: de onde vem o dinheiro

As oficinas são pagas com recursos do piso de proteção básica do FNAS e do Estado, mais recursos municipais — o cofinanciamento cuja boa execução deu a Araras o Selo FNAS em março; oficineiro contratado é recurso executado no serviço, exatamente o que o selo mede.

O que vem

Oficinas nos Cras e nos centros a partir de março, com calendário por equipamento; avaliação semestral; e novo credenciamento em 2027. A gestão Elaine Brambilla manteve a secretária e os contratos.

Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, o credenciamento é a política mais concreta da Assistência Social. "Não é conselho nem selo — é gente dando aula de costura no Cras do Ometto e de hip hop na Casa da Juventude, paga por hora, por um ano. Treze áreas em seis equipamentos, com edital público e projeto. É assim que a assistência social deixa de ser cesta básica e vira convivência e renda. Araras faz há anos; em 2026, com o edital de fevereiro, fez cedo e amplo. Quem tem ofício e quer ensinar sabe o caminho: Avenida Zurita, 681, até 27 de fevereiro — ou o próximo edital", analisa.

O credenciamento de oficineiros da Secretaria Municipal de Assistência Social de Araras, edital 003/2026, recebeu inscrições até 27 de fevereiro de 2026, com divulgação dos credenciados em 9 de março de 2026 e contratos de 12 meses para atuação nos Cras, Creas, Centro POP e centros de convivência do idoso.