O Posto de Atendimento ao Trabalhador de Araras, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, registrou resultados expressivos em 2026: o número de atendimentos nos cinco primeiros meses já superou todo o volume de 2025. No ano passado, foram 6.073 atendimentos, segundo o Sistema Nacional de Emprego; entre janeiro e maio de 2026, 7.811 — com maio como o mês de maior movimento, 1.975. Os dados apontam ainda 408 trabalhadores inscritos, 903 vagas ofertadas e 2.567 encaminhamentos até maio. As informações são do portal Notícias de Araras.

"Os números demonstram o fortalecimento das políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda, além da confiança da população nos serviços prestados pelo PAT Araras", afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Marcos Zurita Fernandes. Segundo a pasta, os resultados evidenciam a atuação da equipe na promoção do acesso ao mercado — atendimento, cadastro e encaminhamento a oportunidades.

O que o PAT faz

O PAT é a unidade municipal do Sine: cadastra trabalhadores, recebe vagas de empresas, faz a intermediação — o encaminhamento do candidato com perfil à vaga —, emite carteira de trabalho digital, orienta sobre seguro-desemprego e organiza mutirões e feirões. É serviço gratuito para trabalhador e empresa, e seu resultado se mede em encaminhamentos que viram contratação. Em Araras, fica vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o que o integra à política de atração de empresas.

Para Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, os números do PAT explicam o Caged. "Araras criou 1.532 empregos formais no primeiro semestre, e o PAT fez 2.567 encaminhamentos até maio para 903 vagas. Não é coincidência: o posto está conectando quem procura a quem contrata, com mutirão, feirão e relação com RH de empresa. Sete mil e oitocentos atendimentos em cinco meses — mais que o ano inteiro de 2025 — é o dobro do ritmo. Parte é demanda: mais gente procurando emprego. Parte é oferta: mais empresa mandando vaga. O secretário chama de confiança; eu chamo de posto que funciona. O próximo passo é medir quantos encaminhados foram contratados", avalia.

903 vagas, 2.567 encaminhamentos

A relação de quase três encaminhamentos por vaga é padrão de intermediação: para cada vaga, o PAT envia dois ou três candidatos, e a empresa escolhe. As 903 vagas em cinco meses — cerca de 180 por mês — vêm de indústria, comércio, serviços e construção da cidade e da região; o feirão com a Elo Infraestrutura, em julho, com 15 vagas de operador de roçadeira, é exemplo do formato. Os 408 novos inscritos são trabalhadores que entraram no cadastro em 2026, somados aos já cadastrados.

Maio: 1.975 atendimentos

O pico de maio reflete a sazonalidade do mercado — início da safra de citros e cana, contratações da indústria de suco — e ações concentradas: mutirões de emprego com empresas como a BC2 Infraestrutura, divulgação de vagas nas redes e o mês do trabalhador. Quase dois mil atendimentos em um mês, numa cidade de 135 mil habitantes, é volume que exige equipe e sistema; o PAT de Araras opera no Ganha Tempo e por canais digitais.

Mutirões e feirões: o modelo

Desde o fim de 2025, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico adotou o formato de ações mensais com empresas: a empresa leva as vagas ao PAT ou a um local do bairro, os candidatos comparecem com currículo e documento, e a seleção é feita na hora ou em etapas. É o que o secretário chama de "carro-chefe da pasta" — empregabilidade por aproximação direta, com o PAT como organizador. Os feirões de 2026 incluíram construção civil, infraestrutura viária e serviços.

Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, o PAT é o elo que muitas cidades deixam morrer. "O Sine foi esvaziado no Brasil inteiro: posto fechado, sistema travado, ninguém vai. Araras fez o contrário — colocou o PAT no Ganha Tempo, ligou ao Desenvolvimento Econômico, começou a fazer feirão com empresa e dobrou o atendimento. Sete mil e oitocentos em cinco meses é o número de uma cidade em que o trabalhador sabe que vale a pena ir ao posto. A pergunta que falta responder é a taxa de contratação — de 2.567 encaminhados, quantos assinaram carteira? Se for um em três, o PAT está entre os melhores do estado", observa.

Sine: a rede nacional

O Sistema Nacional de Emprego, criado em 1975, é a rede pública de intermediação de mão de obra, operada por estados e municípios com recursos federais do FAT. Os postos — PATs, em São Paulo — usam o sistema informatizado do Ministério do Trabalho, que registra cada atendimento, vaga e encaminhamento; são esses os números que Araras divulga. Após anos de esvaziamento, o Sine passou por reestruturação em 2023 e 2024, com integração ao Emprega Brasil e ao aplicativo Sine Fácil, o que permite ao trabalhador se cadastrar pelo celular e ao posto acompanhar a vaga até a contratação.

O feirão de julho: 15 vagas de roçadeira

Em 8 de julho, o PAT e a Elo Infraestrutura realizaram feirão com 15 vagas de operador de roçadeira, com 30 senhas, no Jardim Belvedere — exemplo do formato: empresa de manutenção rodoviária, vagas operacionais com ensino médio, sem exigência de experiência, salário, bônus, plano odontológico e vales. É o tipo de vaga que a indústria e a infraestrutura de Araras geram e que o PAT preenche em horas, com seleção no local.

Vagas por setor: onde está a demanda

As 903 vagas de janeiro a maio distribuem-se entre indústria — operadores, auxiliares de produção, mecânicos —, comércio e serviços — atendentes, repositores, auxiliares administrativos —, construção civil e infraestrutura — pedreiros, serventes, operadores de máquina — e agro na safra. A concentração em vagas operacionais com ensino médio coincide com o perfil dos inscritos e com o saldo do Caged, puxado pela indústria.

Carteira digital e seguro-desemprego

Além da intermediação, o PAT orienta sobre a Carteira de Trabalho Digital, o requerimento de seguro-desemprego e o abono salarial — serviços que absorvem parte dos atendimentos e que trazem ao posto trabalhadores demitidos, os candidatos naturais às vagas cadastradas. O atendimento ao seguro-desemprego em Araras, ampliado em 2026, é porta de entrada para a recolocação.

Quem usa o PAT

O perfil dos atendidos acompanha o do Caged: jovens de 18 a 24 anos em busca do primeiro emprego, trabalhadores com ensino médio completo, demitidos da safra e do comércio. Mulheres representam parcela crescente, com vagas em serviços, indústria de alimentos e embalagens. O PAT também atende pessoas com deficiência, com vagas reservadas por cota nas empresas maiores.

Empresas: por que cadastrar vagas

Para o empregador, o PAT é canal gratuito de recrutamento com triagem prévia — o posto envia candidatos com o perfil solicitado —, o que reduz custo de seleção. Empresas de Araras e da região usam o serviço para vagas operacionais e administrativas; a relação com os departamentos de RH, citada pelo secretário, é o que garante fluxo constante de vagas.

Como usar

Trabalhadores devem comparecer ao PAT, no Ganha Tempo — Rua Domingos Graziano, 120, Centro —, com documento e currículo, ou cadastrar-se pelo aplicativo Sine Fácil e pelo portal Emprega Brasil. As vagas são divulgadas nas redes da Prefeitura e no posto. Empresas cadastram vagas diretamente no PAT.

Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, o número do PAT é o mais importante da economia local em 2026. "Emprego é o que decide se a cidade cresce ou esvazia. Araras tem indústria contratando, Caged positivo e um posto de trabalho que dobrou o atendimento. O secretário Zurita está fazendo o básico bem feito — feirão, mutirão, RH de empresa no telefone — e o básico bem feito é raro. Se o segundo semestre repetir, 2026 fecha com 15 mil atendimentos e 5 mil encaminhamentos. Numa cidade de 135 mil, isso é um em cada nove habitantes passando pelo PAT. É a política pública mais usada de Araras, e quase ninguém sabe o nome", analisa.

O PAT de Araras registrou 7.811 atendimentos entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Sine divulgados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. O posto funciona no Ganha Tempo, na Rua Domingos Graziano, 120, Centro.