A Prefeitura de Araras, pela Secretaria Municipal de Educação, realiza manutenção das quadras poliesportivas das escolas da rede municipal. No início de março, as equipes atuavam na Emef Professor Júlio Ridolfo, com pintura da quadra, e na Emei Professora Lídia Maria Buzon Curtolo, com pintura do espaço e manutenção das calhas. Outras quatro unidades já haviam recebido o serviço em 2026: as Emefs Professor Joel Job Fachini, Professor Francisco Salles Nogueira e Professora Clotilde Russo e a Emei José Dante Rodini tiveram a pintura das quadras revitalizada; no Joel Job, houve também manutenção do alambrado, e na Clotilde Russo, recuperação do piso. As informações são do portal Notícias de Araras.
O programa começou em 2025 com a Emef Antônia Marques Dahmen e a Emef Professora Adalgisa Perim Balestro Franzini. "Fizemos um levantamento das demandas de cada unidade. Algumas tiveram adequações de acessibilidade, em outras os pisos foram trocados e muitas receberam o serviço de pintura e manutenção. O trabalho deve seguir durante todo o ano de 2026", afirmou o secretário de Educação, Bruno Roza. Ainda em 2025, as Emeis Israel Steveson Fedatto, Prefeito José Paulino de Oliveira e Nona Catharina tiveram os pisos das quadras trocados.
Quadra escolar: mais que educação física
A quadra poliesportiva é o espaço de educação física, recreio, festas, formaturas, reuniões de pais e, no contraturno, de treino das equipes do JEMA — que voltou em 2026 com 22 escolas; quadra sem piso, sem alambrado ou sem demarcação inviabiliza aula e competição e vira risco de acidente. A recuperação de piso, a troca de alambrado e a pintura das linhas — futsal, vôlei, basquete, handebol — são o mínimo para que a escola participe dos jogos e para que o professor de educação física trabalhe. Em muitas Emefs de Araras, a quadra não recebia manutenção há mais de uma década.
Para Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a reforma das quadras é o outro lado do JEMA. "Os Jogos Escolares voltaram em abril com 800 alunos — e treinam onde? Na quadra da escola. Bruno Roza fez o levantamento em 2025, trocou piso em três Emeis, pintou seis, arrumou alambrado e calha em 2026, e diz que segue o ano todo. É manutenção que ninguém inaugura e que decide se o aluno da Clotilde Russo joga queimada em piso liso ou em buraco. A Educação de Araras está fazendo em 2026 o básico que faltou por anos: uniforme, material, professor, quadra, JEMA. É rede que decidiu funcionar", avalia.
Piso: o item mais caro
Trocar o piso de uma quadra — concreto polido ou piso esportivo — custa dezenas de milhares de reais e resolve o problema por décadas; foi feito nas Emeis Israel Fedatto, José Paulino de Oliveira e Nona Catharina em 2025 e na Clotilde Russo em 2026. Piso trincado é a principal causa de queda e de interdição de quadra; sua recuperação é prioridade do levantamento.
Pintura e demarcação
A pintura das quadras inclui fundo e linhas das modalidades — o que permite jogos oficiais e treino com regra —, além de muros e arquibancadas; é serviço de custo baixo e efeito visível, feito com tinta específica para piso esportivo. Seis unidades receberam em 2026 até março.
Alambrado e calhas: segurança e água
Alambrado íntegro impede que a bola saia e que o aluno se machuque na tela solta; calhas funcionando evitam que a chuva alague a quadra coberta e danifique o piso. São itens de manutenção predial que o levantamento de 2025 incluiu por escola.
Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, o levantamento por unidade é o método certo. "Cada escola tem um problema: piso aqui, alambrado ali, acessibilidade acolá. A Secretaria mapeou, priorizou e executa em ordem — sem obra faraônica, com equipe própria e material. É gestão de patrimônio escolar, a mesma lógica do CAM e do Solar. Em 2026, Araras tem 22 escolas no JEMA, quadras pintadas, uniformes e material. O que falta é continuar: quadra pintada em 2026 precisa de manutenção em 2028. Que o levantamento vire calendário permanente", observa.
Acessibilidade: as adequações
Rampas de acesso à quadra, banheiros adaptados e rotas acessíveis foram feitos em unidades com alunos com deficiência, conforme o levantamento — exigência da Lei Brasileira de Inclusão e condição para educação física inclusiva. Integra o mesmo programa de manutenção.
Emeis: a educação infantil também
Quadras e espaços de recreação das Emeis — educação infantil — receberam piso novo e pintura: para crianças de 3 a 5 anos, o espaço de movimento é parte do currículo, e piso seguro é essencial. Israel Fedatto, José Paulino de Oliveira, Nona Catharina, Lídia Buzon Curtolo e José Dante Rodini estão na lista.
JEMA: a conexão
As 22 escolas do JEMA treinam nas próprias quadras e sediam jogos de fase; a Emef Maria Zélia Padovani, o CAIC, a Júlio Ridolfo, a Clotilde Russo e outras da lista de manutenção integram a competição. Quadra pronta em março foi condição para a etapa de abril.
Cobertura: o próximo passo
Parte das quadras da rede municipal de Araras é descoberta — inviável ao sol de 35°C e na chuva —, e a cobertura metálica é a obra mais pedida por escolas e famílias: custa de R$ 300 mil a R$ 600 mil por unidade, exige projeto estrutural e costuma vir por emenda parlamentar ou convênio estadual, não por manutenção. O levantamento da Secretaria identifica as unidades sem cobertura e as prioriza para captação; a pintura e o piso de 2026 preparam a quadra para receber a estrutura quando o recurso chegar.
Educação física no currículo: a exigência
A educação física é componente obrigatório da educação básica pela LDB, com carga semanal nas Emefs e prática corporal orientada nas Emeis; sem quadra em condições, a aula vira teoria em sala ou recreação improvisada no pátio. O Currículo Paulista e a BNCC preveem esportes, ginástica, danças, lutas e jogos — todos dependentes de espaço demarcado e seguro. A manutenção de 2026 é, nesse sentido, cumprimento de currículo, não só de conforto.
Levantamento de 2025: como foi feito
Diretores e a equipe de infraestrutura da Secretaria vistoriaram cada unidade em 2025 e registraram, por escola, o estado do piso, alambrado, cobertura, iluminação, calhas, vestiários e acessibilidade, gerando lista priorizada por risco e uso; a execução segue essa ordem, com equipes da Educação e de Obras. É o mesmo método de inventário que a Secretaria aplicou a uniformes e material — saber quanto e onde antes de comprar e fazer.
Equipe própria e custo
A manutenção é feita por equipes da Secretaria de Educação e de Obras, com material comprado por ata; o custo por quadra varia de poucos milhares — pintura — a dezenas de milhares — piso. O programa cabe no orçamento de manutenção da rede sem convênio.
Uso comunitário: a quadra fora do horário
Quadras escolares em condições podem ser abertas à comunidade nos fins de semana — programa Escola da Família, no Estado, e iniciativas municipais — para futsal, vôlei e recreação de bairro, ampliando o lazer onde não há praça esportiva; a Secretaria de Educação avalia, com a de Esportes, abrir unidades reformadas aos sábados, com monitor, como extensão do JEMA e da política de esporte de base.
O que vem até dezembro
Demais Emefs e Emeis do levantamento, por ordem de urgência — piso, alambrado, cobertura, pintura —, com o secretário prometendo o ano inteiro de trabalho; a gestão Elaine Brambilla manteve o programa e o secretário.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a notícia é pequena e é política educacional. "Quadra pintada, piso trocado, alambrado consertado — é o que faz a educação física acontecer e o JEMA existir. Bruno Roza começou em 2025 e não parou. Não tem placa, não tem emenda, tem equipe e levantamento. Se cada escola de Araras tiver quadra em condições ao fim de 2026, a rede terá feito em dois anos o que não fez em dez. E os 2 mil torcedores das finais do JEMA vão saber de onde veio o time: da quadra da escola, agora com linha pintada", analisa.
O programa de manutenção e pintura das quadras poliesportivas das escolas municipais de Araras, iniciado em 2025, atendia em março de 2026 as Emefs Júlio Ridolfo e Lídia Maria Buzon Curtolo, após seis unidades revitalizadas desde o início do ano. A Secretaria de Educação prevê continuidade durante todo o ano de 2026.



