A segunda etapa do JEMA — os Jogos Escolares do Município de Araras — de 2026 começou na semana de 18 de maio com as disputas de vôlei e de câmbio, e terá ainda o atletismo, em 10 de junho, na Uniararas. Os jogos de vôlei acontecem nas escolas municipais Adalgisa Perim Balestro Franzini, Antônia Marques Dahmen, Leonaldo Zornoff e Joel Job Fachini; as finais das categorias 2 e 3 são em 29 e 30 de maio, e a da categoria 4 em 2 de junho, todas no Ginásio de Esportes "Nelson Rüegger". As partidas de câmbio ocorrem no Dahmen, na Emeief Ivan Inácio Zurita — a Escola do Campo —, no CAIC e no Zornoff, com finais em 30 de maio. As informações são do portal Notícias de Araras.

Na classificação geral acumulada, o CAIC — Emef Profª Maria Zélia Padovani Martins Pereira — lidera a categoria 1 (nascidos em 2016, 2017 e 2018); a Emef Prof. Júlio Ridolfo encabeça a categoria 2 (2014 e 2015); o INSA, Instituto Nossa Senhora Auxiliadora, lidera a categoria 3 (2012 e 2013); e a Etec Prefeito Alberto Feres puxa a categoria 4 (2008 a 2011). A primeira etapa, encerrada em abril, teve basquete, queimada e tênis de mesa.

Câmbio: o vôlei que se aprende

O câmbio é a versão adaptada do vôlei para crianças menores: a bola pode ser segurada e lançada em vez de rebatida, o que permite que alunos de 8 a 11 anos participem antes de dominar a técnica do toque e da manchete. É modalidade de iniciação — ensina posicionamento, rodízio, trabalho em equipe e as regras básicas da quadra — e por isso é disputada pelas categorias mais novas, enquanto as maiores jogam o vôlei convencional. A presença da Escola do Campo, a Emeief Ivan Inácio Zurita, entre as sedes mostra que o JEMA alcança também a zona rural do município.

Para Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a segunda etapa é a mais pedagógica do JEMA. "Câmbio para os pequenos, vôlei para os maiores, atletismo para todos: são as modalidades que ensinam o básico do esporte — correr, saltar, arremessar, jogar em equipe. Não é por acaso que o atletismo é na Uniararas: pista, campo, estrutura de faculdade para criança de escola pública. E a Escola do Campo sediando câmbio é o JEMA dizendo que o aluno da zona rural compete igual. Cidade que faz isso em quatro etapas ao ano está formando gente que vai gostar de esporte a vida inteira", avalia.

Atletismo na Uniararas

As provas de atletismo, em 10 de junho, acontecem na Uniararas — o centro universitário da Fundação Hermínio Ometto —, que cede a pista e a estrutura para os alunos da rede. Corridas de velocidade, saltos e arremessos por categoria compõem o programa, e é a modalidade em que se revelam os talentos individuais que os esportes coletivos escondem: a menina mais rápida da escola, o menino que salta mais longe. Parcerias entre redes municipais e instituições de ensino superior para o atletismo escolar são comuns onde há pista — e Araras tem a da FHO.

A classificação geral: quem lidera e por quê

A liderança do CAIC na categoria 1 reflete a força de uma escola grande, de tempo integral, com educação física estruturada para os pequenos; a do Júlio Ridolfo na categoria 2, um trabalho consistente no fundamental I; a do INSA na categoria 3, a participação das escolas particulares nas categorias intermediárias; e a da Etec Alberto Feres na categoria 4, o peso da maior escola técnica estadual da cidade entre os adolescentes. O JEMA pontua por modalidade e etapa, e a classificação geral premia regularidade — a escola que participa de tudo, com todas as turmas, acumula mais que a que vence uma modalidade.

Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a tabela mostra a rede inteira competindo. "Escola municipal de tempo integral, escola municipal de bairro, colégio particular, escola técnica estadual — cada categoria tem um líder de perfil diferente. É o retrato da educação de Araras: pública e privada, municipal e estadual, no mesmo ginásio, com a mesma regra. Poucas cidades conseguem colocar o INSA e o CAIC na mesma tabela. O JEMA faz isso desde abril e vai até novembro. É competição, mas é sobretudo convivência", observa.

As quatro etapas de 2026

O JEMA 2026 está dividido em quatro etapas ao longo do ano letivo. A primeira, em abril, teve basquete, queimada e tênis de mesa. A segunda, em maio e junho, vôlei, câmbio e atletismo. A terceira, a partir de 10 de agosto, futsal, xadrez e rouba-bandeira — o pique-bandeira. A quarta, a partir de 19 de outubro, handebol, damas e ataque-defesa. A cerimônia de encerramento, com a premiação geral, está marcada para 24 de novembro. O calendário distribui as modalidades para que os professores de educação física preparem as turmas sem sobrecarga e para que o ginásio Nelson Rüegger comporte as finais.

Categorias: a divisão por idade

O JEMA agrupa os alunos por ano de nascimento em quatro categorias, para que a competição seja entre pares físicos e escolares. A categoria 1, dos nascidos em 2016, 2017 e 2018, corresponde ao 3º ao 5º ano; a categoria 2, de 2014 e 2015, ao 6º e 7º; a categoria 3, de 2012 e 2013, ao 8º e 9º; e a categoria 4, de 2008 a 2011, ao ensino médio — por isso a Etec Alberto Feres e as escolas estaduais aparecem só nela. Cada categoria disputa as modalidades adequadas à idade: câmbio e queimada para as menores, vôlei e futsal para as maiores, atletismo e tênis de mesa para todas. É o desenho que permite a uma escola de fundamental I competir com a mesma dignidade de uma escola técnica.

Sedes nas escolas: por que descentralizar

Ao usar as quadras das próprias escolas como sedes das fases de grupos — Dahmen, Zornoff, Joel Job, Adalgisa, CAIC, Escola do Campo —, o JEMA leva os jogos para os bairros e permite que as famílias assistam sem se deslocar ao ginásio. Só as finais se concentram no Nelson Rüegger. É modelo que amplia a participação, reduz custo de transporte e transforma cada escola-sede em ponto de encontro da comunidade durante a semana de jogos. A escola que sedia recebe as visitantes e organiza arbitragem, torcida e apoio.

Uniararas: a parceria com a FHO

A realização do atletismo na Uniararas repete uma parceria que a rede municipal mantém com a Fundação Hermínio Ometto em várias frentes — o FabLab, a Feira das Profissões, o Trote Solidário que abastece o Fuss. Para a fundação, ceder a pista a crianças de escola pública é extensão universitária e vitrine: muitos dos alunos que correm no JEMA serão, dali a alguns anos, candidatos aos cursos da FHO, inclusive à Licenciatura em Educação Física que acaba de receber conceito 5 no Enade. Para a Secretaria de Esportes, é acesso a uma estrutura que o município não teria como construir para um único dia de provas.

As escolas-sede

As quatro escolas que recebem o vôlei — Adalgisa Perim Balestro Franzini, Antônia Marques Dahmen, Leonaldo Zornoff e Joel Job Fachini — e as que recebem o câmbio — Dahmen, Escola do Campo, CAIC e Zornoff — são unidades com quadra coberta e localização distribuída pela cidade. O Dahmen, que aparece nas duas listas e lidera várias tabelas, é a escola de referência do JEMA; o Zornoff, sede do ato dos uniformes e do projeto "União nas Escolas", é a outra presença constante. A Escola do Campo, na zona rural, sediando câmbio é o gesto de inclusão que o JEMA faz questão de repetir a cada etapa.

Da queimada ao handebol: a progressão

A sequência de modalidades ao longo do ano segue uma lógica de desenvolvimento: queimada e câmbio, para os menores, ensinam arremesso e ocupação de espaço; tênis de mesa e xadrez, coordenação fina e raciocínio; vôlei, basquete, futsal e handebol, os esportes coletivos formais; atletismo, as habilidades básicas. Ao fim das quatro etapas, um aluno da categoria 1 terá experimentado seis ou sete modalidades diferentes — a variedade que a educação física escolar preconiza e que a competição torna atraente.

Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, o JEMA merece o mesmo tratamento que a cidade dá ao futebol. "O União São João leva escola ao estádio, e é ótimo. O JEMA leva a escola inteira à quadra durante oito meses, com milhares de crianças, e a cidade quase não vê. A Secretaria de Esportes divulga resultado — mérito —, mas falta a Prefeitura tratar a final do vôlei no Nelson Rüegger como evento: transmissão, foto, prefeita entregando medalha. A criança que vence o câmbio aos 9 anos e vê a cidade aplaudir é a atleta que vai representar Araras nos Jogos Regionais aos 15", analisa.

As finais de vôlei e câmbio da segunda etapa do JEMA 2026 acontecem entre 29 de maio e 2 de junho, no Ginásio de Esportes "Nelson Rüegger", com entrada gratuita. O atletismo será disputado em 10 de junho, na Uniararas.