A Prefeitura de Araras, pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, realiza operação tapa-buracos nas principais vias da cidade, com foco nas avenidas. Nos primeiros dias de janeiro, as equipes trabalharam nas ruas João de Moraes, no Jardim Santa Elisa, Albino Cardoso, Senador Lacerda Franco e Luís Gama, no centro, e nas avenidas Júlio Ulson, na Santa Cândida, José Roberto de Oliveira, Dona Renata — do norte ao centro —, São Pedro, Thereza Bovo Remédio, Carlos Zuchini, no Alvorada, e Emílio Pacagnella, no Parque das Árvores. As informações são do portal Notícias de Araras.
Segundo o secretário Celso Canassa, os bairros rurais Caio Prado e Cascata também receberam a operação antes do Natal e do Ano Novo. "Durante 2025 fizemos reparo em várias vias e vamos continuar trabalhando. Lembramos que os munícipes devem encaminhar as demandas para o 156, telefone da Ouvidoria da Prefeitura", disse. A lista de vias já atendidas inclui as avenidas José Marques da Silva e Horácio Krepischi e a Rua Hercília Dal Pietro, no Jardim das Flores; a Avenida João Crepischi, no Santa Efigênia; a Ferdinando Pietro Pavan, no Costa Verde, em toda a extensão; a Ângelo Franzini, no Bosque de Versalles; as ruas Alcindo de Campos, José Antônio Cressoni, José Otávio Fontanetti, Florianópolis, Maria Simione Simionato, dos Cedros, Padre Manoel da Nóbrega e Deolinda Grossi de Góes; a Avenida Otto Barreto, no Distrito Industrial 2; a Dona Renata, entre o Empório Cosi e o Unar e defronte ao Lagoa Serena; e a Deputado Emílio Carlos, no Parque das Árvores.
Por que janeiro: a chuva e o buraco
Buracos multiplicam-se no verão: a chuva infiltra pelas trincas do asfalto, satura a base, e o tráfego pesado — ônibus, caminhões de cana e de indústria — rompe a capa; em dezembro e janeiro, após semanas de chuva, as avenidas de Araras exibem crateras que a operação tapa-buracos corrige com fresagem pontual e massa asfáltica a quente. É manutenção paliativa — o reparo dura até a próxima estação chuvosa se a base estiver comprometida — e por isso a Prefeitura pleiteou recape, atendido em parte pelos R$ 3,5 milhões do Estado em abril. Tapa-buraco resolve o dia; recape resolve a década.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a lista de vias é o mapa da cidade que anda. "Dona Renata, Júlio Ulson, Emílio Pacagnella, Ferdinando Pavan, Otto Barreto — são os corredores de ônibus, os acessos aos bairros e a avenida do distrito industrial. Canassa priorizou onde o buraco custa mais: pneu de ônibus, suspensão de carro, caminhão de fábrica. E lembrou o 156, que é a forma de o morador entrar na fila. O que a operação não faz — e ninguém deve esperar — é durar. Buraco tapado em janeiro reabre em março se a base estiver podre. Araras precisa do recape que Maretto pediu ao Estado em 2025 e recebeu pela metade em abril. Tapa-buraco é o remédio; asfalto novo é a cura", avalia.
Caio Prado e Cascata: a zona rural primeiro
Atender os núcleos rurais antes das festas — quando o movimento de famílias e o transporte escolar param — é decisão que reconhece a precariedade das vias de acesso a Caio Prado e Cascata, pavimentadas em trechos e esburacadas em outros; para o morador rural, o buraco é o que separa a casa do posto de saúde e da escola. A operação nos dois bairros é parte da mesma política que levou dentista e Folia de Reis ao Caio Prado em janeiro.
Ouvidoria 156: como pedir
O morador liga 156, informa rua, número aproximado e ponto de referência, recebe protocolo e pode acompanhar; a Ouvidoria encaminha à Secretaria de Obras, que agrupa demandas por região e programa as equipes. É o canal oficial — pedidos por redes sociais e vereadores acabam entrando no mesmo sistema; o protocolo é o que garante rastreabilidade.
Massa asfáltica: o material
A Prefeitura usa concreto betuminoso usinado a quente, comprado de usina da região ou produzido em usina própria quando há, aplicado após limpeza e corte do buraco em forma regular, com compactação; massa fria — de saco — é usada em emergência e chuva, com durabilidade menor. A qualidade do reparo depende da preparação: buraco só preenchido, sem corte, reabre em semanas.
Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a operação expõe a conta do asfalto em Araras. "A cidade tem centenas de quilômetros de vias, muitas pavimentadas nos anos 1980 e 1990 e nunca recapeadas. Tapa-buraco é o que o orçamento permite fazer todo ano; recape custa dezenas de milhões que só vêm por convênio. Canassa fez a operação de janeiro e vai fazer a de julho — é o ciclo. O que muda o ciclo é dinheiro estrutural: os R$ 3,5 milhões do Estado, financiamento com Capag melhor, ou receita própria. Enquanto isso, o 156 é a ferramenta do morador e a lista de vias é a prestação de contas. Que a Secretaria publique também a lista do que ainda falta", observa.
Corredores de ônibus: prioridade
Dona Renata, Júlio Ulson, Emílio Pacagnella, São Pedro e Ferdinando Pavan são vias das linhas do TCA; buraco em corredor de ônibus danifica a frota velha — que a locação de março substituiu em parte — e atrasa viagens. Priorizar essas avenidas é decisão de mobilidade, não só de pavimento.
Distrito Industrial 2: a Otto Barreto
A Avenida Otto Barreto, acesso ao Distrito Industrial 2, recebe caminhões pesados das indústrias; pavimento comprometido ali afeta logística e imagem da cidade junto às empresas que a Prefeitura quer atrair. O reparo entrou na lista de 2025 e a via aguarda recape estrutural com o dinheiro estadual.
Recape: o que vem depois
Com os R$ 3,5 milhões confirmados em abril na Caravana 3D, a Secretaria de Obras define as vias de recape — fresagem e nova camada em toda a extensão — para o segundo semestre, priorizando corredores e trechos com base comprometida que o tapa-buraco não resolve. A licitação e a execução ficaram para a gestão Elaine Brambilla.
Responsabilidade civil: o buraco e a indenização
Município responde por danos causados por buraco em via pública — pneu, roda, suspensão, queda de motociclista — quando comprovada a omissão na manutenção; a Justiça de São Paulo condena prefeituras com frequência, e o protocolo no 156 sem atendimento é a prova que o morador usa. Para a Prefeitura, cada buraco não tapado é passivo potencial; para o morador, o registro da demanda com foto e protocolo é o que permite pedir reparação. É outro motivo para a operação priorizar avenidas de tráfego intenso, onde o risco de acidente e de ação judicial é maior.
Sinalização e segurança
Operação tapa-buracos exige sinalização de obra, desvio e equipe em via movimentada — a Avenida Dona Renata em horário comercial —; o Demutran apoia com agentes. Após o reparo, a pintura de faixas e a sinalização horizontal são etapas que a Secretaria programa com o Demutran.
Usina de asfalto própria: a discussão
Cidades do porte de Araras avaliam manter usina de asfalto municipal — produção própria de massa a quente, com custo por tonelada menor que o de mercado e disponibilidade imediata — contra o custo de manutenção do equipamento e de licenciamento ambiental; Limeira e Rio Claro operam usinas próprias. A Secretaria de Obras compra de usina regional e estuda a alternativa para o volume de recape que os R$ 3,5 milhões estaduais vão gerar.
O que o morador pode cobrar
Protocolo no 156 com prazo, reparo com corte e compactação, e a lista pública de vias atendidas — que a Prefeitura divulgou. Buraco reaberto em poucas semanas indica base ruim e deve ser informado de novo, para entrar na lista de recape.
Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a notícia é a mais cotidiana e a mais cobrada. "Ninguém elogia prefeito por tapar buraco e todo mundo reclama do buraco. Canassa publicou 20 vias, falou do 156 e disse que continua. É o que se espera. O que a cidade deveria acompanhar é a proporção: quanto de tapa-buraco e quanto de recape. Araras gasta todo ano tapando o que devia recapear. Os R$ 3,5 milhões de abril são o começo de uma virada — se a gestão Elaine escolher bem as vias. A Dona Renata inteira, não só o trecho do Cosi ao Unar, é o que a cidade pede", analisa.
A operação tapa-buracos nas principais avenidas de Araras foi divulgada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas em 6 de janeiro de 2026, com lista de mais de 20 vias já atendidas. Demandas podem ser registradas pelo telefone 156 da Ouvidoria.



