Os estudantes de Araras que já usam o ônibus circular para ir à escola, ou que passariam a usar em 2026, precisaram fazer o cadastro ou o recadastramento até 30 de janeiro na Central de Transporte Escolar, que funciona de segunda a sexta, das 7h30 às 15h, na Rua Benjamin Constant, 487, no centro, atrás da Secretaria Municipal de Educação. Menores de 18 anos devem ir acompanhados de mãe, pai ou responsável legal, com cópia do termo de guarda ou curatela quando for o caso. As informações são do portal Notícias de Araras.
Os documentos: original da Declaração para Transporte Escolar da escola, informando onde o aluno estudará em 2026 — em escola particular, com o percentual da bolsa —; cópia de comprovante de residência atual, só contas de água ou luz, sem exigência de estar no nome do responsável; cópia do CPF e da certidão de nascimento ou RG do aluno — sem CPF não há cadastro —; cópia do CPF ou CNH do responsável; cópia do tipo sanguíneo no primeiro cadastro; e o cartão do aluno de 2025. Menores de 12 anos têm direito a um acompanhante, com cópia do CPF ou CNH deste. No primeiro cadastro, o aluno tira foto para o cartão no Terminal Urbano, na Avenida Zurita, no Jardim Belvedere. Estudantes da zona rural ou com deficiência que perderem o prazo são atendidos a partir de 2 de fevereiro; informações pelo 3542-4840.
Passe escolar no circular: como funciona
Alunos matriculados que moram longe da escola têm direito a transporte gratuito ou subsidiado — no ônibus escolar dedicado, para zona rural e alunos com deficiência, ou no circular urbano do TCA com cartão do aluno, que dá passagem gratuita ou com desconto nas linhas regulares; o cadastro anual na Central de Transporte Escolar é o que gera o cartão, com foto e validade, e o que permite à Prefeitura dimensionar linhas, horários e custos. Milhares de estudantes de Araras usam o circular para ir a escolas estaduais, Etec, Fatec e particulares com bolsa — e o recadastramento de janeiro é a fila mais concorrida do início do ano.
Para Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a lista de documentos é longa e tem razão de ser. "Declaração da escola, comprovante, CPF, tipo sanguíneo, foto no terminal — parece burocracia, e é controle: cartão de estudante gratuito é benefício caro, e cada um precisa corresponder a aluno matriculado, morando onde diz, na escola que diz. O tipo sanguíneo no cartão é segurança em caso de acidente. O acompanhante para menor de 12 é proteção. A Central atrás da Educação organiza; o Terminal Urbano fotografa. O que a Prefeitura pode melhorar é o óbvio: cadastro online, com upload de documento, para que a fila de janeiro na Benjamin Constant deixe de existir. Os sistemas em nuvem de 2026 permitem", avalia.
Declaração para Transporte Escolar: o documento da escola
Emitida pela unidade em que o aluno estudará, a declaração comprova matrícula, série e período — condição para o passe; escolas particulares informam o percentual de bolsa, porque o benefício é proporcional. Sem a declaração original, o cadastro não é feito — daí a orientação para pedir à escola antes das férias.
Comprovante de residência: água ou luz
Só contas de água ou luz são aceitas — documentos com endereço verificável e datados —, e não precisam estar no nome do responsável, o que atende famílias em aluguel ou moradia cedida; é o comprovante que define a distância da escola e o direito ao transporte.
CPF do aluno: a exigência que trava
Sem CPF do estudante o cadastro não é feito — regra que segue a integração com sistemas federais; crianças sem CPF precisam emitir antes, gratuitamente, pela Receita ou pelo cartório de nascimento. É a causa mais comum de retorno na Central.
Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, o cadastro é a ponta de um serviço que mudou em 2026. "Em janeiro, o SMTCA estava sendo extinto; em março, locou 13 ônibus; em abril, o prefeito revogou a extinção; em abril também, abriu estágio para monitores universitários nos ônibus escolares. O aluno que se cadastrou em janeiro entrou num sistema em reforma. O que não mudou é o cartão, o circular e a Central da Benjamin Constant. A estabilidade do serviço para o estudante é o que importa — e Araras a manteve enquanto discutia a estrutura. Que 2027 tenha cadastro online e ônibus com ar-condicionado para todos, como os 13 locados", observa.
Zona rural e deficiência: o ônibus dedicado
Alunos de Caio Prado, Marimbondo, Cascata, Morro Grande, Elihu Root e alunos com deficiência usam ônibus escolar próprio, com rota, monitor e horário — não o circular —, e têm prazo ampliado, a partir de 2 de fevereiro, por dependerem de rota definida pela Central após o fechamento das matrículas. É o transporte com monitores universitários do TCA.
Foto no Terminal Urbano
O cartão do aluno com foto é emitido no Terminal Urbano da Avenida Zurita, sede operacional do TCA, após o cadastro na Central; no recadastramento, o cartão de 2025 é atualizado sem nova foto. O cartão é lido nas catracas dos ônibus e bloqueado em caso de uso indevido.
Menores de 12 anos: o acompanhante
Crianças até 11 anos têm direito a acompanhante gratuito no circular — mãe, pai, avó, irmão maior — cadastrado com CPF ou CNH; é a garantia de que a criança pequena não viaje sozinha no ônibus urbano, e a razão de a Prefeitura exigir o documento do acompanhante.
Transporte escolar: a obrigação legal
A LDB e o Fundeb obrigam o município a garantir transporte aos alunos da rede pública que moram a mais de dois quilômetros da escola ou em área rural, com recursos do Pnate — o Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar — e do Estado, que repassa por aluno transportado; o passe no circular urbano é a forma que Araras adota para os alunos das escolas estaduais e da Etec no perímetro urbano, mais barata que ônibus dedicado. O cadastro anual é o que comprova ao FNDE e ao Estado quantos alunos são transportados — e, portanto, quanto o município recebe.
Custo do passe: quem paga
A gratuidade ou o desconto do estudante no circular é custeado pela Prefeitura, que ressarce o TCA por passageiro transportado; com milhares de cartões ativos, é despesa relevante da Educação e uma das razões do déficit histórico do transporte coletivo municipal. O cadastro rigoroso — com declaração da escola e comprovante — é o controle que evita cartões indevidos e mantém o custo dentro do previsto.
Central de Transporte Escolar: a estrutura
Vinculada à Secretaria de Educação, a Central cadastra alunos, define rotas rurais, emite declarações, gerencia os cartões do circular e atende famílias das 7h30 às 15h; no início do ano, amplia equipe para a fila do recadastramento. O telefone 3542-4840 orienta antes da ida.
Escolas particulares com bolsa: o passe proporcional
Alunos de escolas particulares que estudam com bolsa — integral ou parcial, por convênio ou programa social — têm direito ao passe na proporção da bolsa, por isso a declaração precisa informar o percentual; é regra que estende o benefício a famílias de baixa renda em escolas privadas e evita subsídio a quem paga mensalidade integral. Etec e Fatec, públicas e gratuitas, dão direito ao passe integral.
O que muda em 2026
Cadastro até 30 de janeiro, cartão válido para o ano, circular com frota parcialmente renovada em março, monitores estagiários nos escolares a partir do segundo semestre, e a TCA mantida como autarquia após a revogação da extinção. Para o estudante, o serviço continua.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a notícia é serviço puro e vale pelo que evita. "Aluno sem cadastro em fevereiro é aluno sem passe, pagando passagem ou faltando aula. A Prefeitura avisou em janeiro, listou documentos, deu endereço, horário e telefone. Quem leu, resolveu. O que a cidade pode pedir é que, em 2027, isso seja feito no celular — a Educação tem o sistema, o DTI tem a nuvem, o TCA tem a catraca. Enquanto não é, a Benjamin Constant, 487, das 7h30 às 15h, com CPF e declaração da escola, é o caminho. Simples, se souber", analisa.
O cadastro e o recadastramento de estudantes para o uso do ônibus circular em Araras, no ano letivo de 2026, foram realizados até 30 de janeiro de 2026 na Central de Transporte Escolar, na Rua Benjamin Constant, 487. Alunos da zona rural e com deficiência que perderam o prazo foram atendidos a partir de 2 de fevereiro.



