A 3ª Campanha de Doação de Sangue de 2026 em Araras acontece no sábado, 1º de agosto, na Etec Prefeito Alberto Feres, das 9h às 12h, com entrega de senhas a partir das 8h. A ação é parceria da Prefeitura com o Hemocentro da Unicamp, que envia equipe e estrutura de coleta à cidade. Nas duas primeiras campanhas do ano, em fevereiro e abril, foram coletadas 196 bolsas de sangue no município. As informações são do portal Notícias de Araras.
Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos com mais de 50 kg, mediante documento original com foto; menores de idade devem estar acompanhados por responsável. Homens devem respeitar intervalo de 60 dias entre doações; mulheres, de 90. Maiores de 61 anos só podem doar se a primeira doação tiver sido feita antes dos 61.
Antes de doar: o checklist
As orientações do Hemocentro para o dia da doação: ter dormido ao menos seis horas nas últimas 24; estar bem hidratado; não ter consumido álcool nas 12 horas anteriores; evitar alimentos gordurosos antes da coleta — o ideal é refeição leve. Após doar, recomenda-se evitar esforço físico intenso e atividades de risco, como trabalho em altura, direção de veículos pesados e operação de máquinas, além de exercícios nas primeiras horas. A doação leva cerca de 15 minutos, mais o tempo de triagem.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a campanha externa é o que sustenta o estoque regional. "Araras não tem hemocentro. O sangue que abastece a Santa Casa e o hospital regional vem do Hemocentro da Unicamp, em Campinas, que coleta em campanhas itinerantes como esta. Cento e noventa e seis bolsas em duas edições é bom resultado para uma cidade média — cada bolsa atende até quatro pacientes. A terceira campanha, no início de agosto, chega no período de inverno, quando o estoque cai porque a gripe afasta doadores. Sábado de manhã, na Etec, três horas: é o mínimo que uma pessoa saudável pode fazer pela cidade", avalia.
Quem não pode doar
Ficam impedidos, temporária ou definitivamente, quem estiver gripado, resfriado ou com infecção acompanhada de febre; portadores de sífilis ou doença de Chagas; quem ingeriu álcool nas últimas 12 horas; quem teve exposição a situações de risco para infecções sexualmente transmissíveis; quem tem histórico atual ou pregresso de uso de drogas injetáveis; gestantes e mulheres até três meses após o parto; e mulheres amamentando até 12 meses. A triagem clínica no local avalia cada caso — e a sinceridade nas respostas protege quem vai receber o sangue.
Por que 196 bolsas importam
Uma bolsa de sangue total é separada em componentes — hemácias, plasma, plaquetas — que atendem pacientes diferentes: cirurgias, transplantes, tratamento de câncer, acidentes, anemias graves. Uma única bolsa pode beneficiar até quatro pessoas. As 196 bolsas de fevereiro e abril representam, portanto, centenas de atendimentos na rede que o Hemocentro da Unicamp abastece — dezenas de hospitais da região de Campinas, incluindo os que atendem Araras.
Hemocentro da Unicamp: a rede
O Hemocentro da Unicamp é referência da Hemorrede paulista para a região de Campinas e abastece hospitais públicos e filantrópicos de dezenas de municípios. Realiza coletas externas em cidades sem posto fixo, com equipe de enfermagem, triagem e transporte refrigerado; as bolsas vão a Campinas para processamento e testes sorológicos e voltam à região conforme a demanda. A campanha de Araras é uma das dezenas mensais do hemocentro pelo interior.
Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a parceria com a Etec é acerto logístico. "A Etec Alberto Feres fica na Avenida Senador Cesar Lacerda de Vergueiro, no Jardim Cândida — bairro residencial, com estacionamento, salas amplas e público que conhece o endereço. É o lugar certo para uma coleta: acessível, com estrutura de escola e fora do hospital, o que tira a doação do ambiente de doença. A Prefeitura cede o espaço, a Unicamp traz a equipe, o doador aparece. Três campanhas por ano é o ritmo; poderia ser quatro, uma por estação, para cobrir o inverno e o fim de ano, quando o estoque mais cai", observa.
Tipos sanguíneos: o que mais falta
Os hemocentros mantêm estoque por tipo sanguíneo, e os mais demandados são o O negativo — doador universal, usado em emergências quando não há tempo para tipagem — e o O positivo, o mais comum na população brasileira e, por isso, o mais consumido. Tipos raros, como AB negativo, têm poucos doadores e estoque instável. Em campanhas externas, o hemocentro não escolhe tipo: coleta de todos e distribui conforme a necessidade. Quem sabe ter sangue O negativo tem razão extra para doar regularmente — é o que os hospitais usam quando o paciente chega sem identificação.
Da veia ao paciente: o caminho da bolsa
Após a coleta em Araras, as bolsas seguem em transporte refrigerado para Campinas, onde passam por testes sorológicos obrigatórios — HIV, hepatites B e C, sífilis, Chagas, HTLV — e por fracionamento em concentrado de hemácias, plasma e plaquetas. Só depois de liberadas pelo laboratório entram no estoque e são distribuídas aos hospitais que solicitam, segundo urgência e tipo. O processo leva de 24 a 72 horas; as plaquetas duram cinco dias, as hemácias, até 42, o plasma congelado, um ano. É por isso que a coleta precisa ser contínua — o sangue vence.
Inverno: a época crítica
Os estoques de sangue caem no inverno em todo o Brasil: doadores gripados ficam impedidos, o frio reduz a procura espontânea, e as férias de julho afastam estudantes, um dos principais grupos doadores. Ao mesmo tempo, a demanda hospitalar não diminui. Campanhas em julho e agosto são, por isso, estratégicas — e a de Araras, em 1º de agosto, chega no momento em que os hemocentros pedem doações com mais urgência.
Doadores jovens: 16 e 17 anos
A possibilidade de doar a partir dos 16 anos, com autorização do responsável, é forma de formar doadores regulares: quem doa pela primeira vez na adolescência tende a repetir. A escolha da Etec como local reforça o público — alunos do ensino médio técnico e suas famílias. Escolas são, em muitas cidades, o berço das campanhas de doação.
Doação regular: o que os hemocentros pedem
Mais do que picos em campanhas, os hemocentros precisam de doadores regulares — que doem três ou quatro vezes por ano, no intervalo permitido. O cadastro feito na campanha permite ao Hemocentro da Unicamp convocar o doador em momentos de baixa, inclusive para tipos sanguíneos específicos. Quem doa em Araras pode também doar diretamente em Campinas, no posto fixo, a qualquer tempo.
Como participar
Comparecer à Etec Prefeito Alberto Feres, na Avenida Senador Cesar Lacerda de Vergueiro, 690, Jardim Cândida, no sábado, 1º de agosto, entre 8h (senhas) e 12h, com documento original com foto. Menores de 18 anos acompanhados do responsável. Refeição leve antes, hidratação, sono adequado. A triagem define a aptidão no local.
A quarta campanha
A Prefeitura e o Hemocentro costumam realizar uma última campanha no fim do ano, antes das festas — período de acidentes de trânsito nas rodovias da região e de queda de doadores em viagem, quando os estoques voltam a cair. A data será divulgada pela Secretaria da Saúde. O resultado da terceira campanha — número de bolsas — deve ser publicado após a coleta.
Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, doar sangue é o gesto cívico mais concreto disponível. "Não custa dinheiro, leva meia hora e salva até quatro pessoas que você nunca vai conhecer. Araras organiza três vezes por ano, em parceria com o melhor hemocentro da região, num sábado de manhã numa escola. As 196 bolsas de fevereiro e abril já estão em veias de gente da região. A campanha de agosto pega o inverno, quando mais falta. Quem tem entre 16 e 69 anos, mais de 50 kg e saúde, tem um compromisso no dia 1º. É a doação que ninguém posta e todo mundo precisa", analisa.
A 3ª Campanha de Doação de Sangue de 2026 em Araras foi realizada em 1º de agosto, na Etec Prefeito Alberto Feres, em parceria com o Hemocentro da Unicamp. As duas primeiras campanhas do ano coletaram 196 bolsas.


