Praticar exercícios físicos regularmente é uma das principais atitudes para quem quer cuidar da saúde, melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças. Mais do que estética, manter o corpo em movimento traz benefícios físicos e mentais: atividades como musculação, caminhada, corrida, bicicleta e natação melhoram o condicionamento cardiorrespiratório, fortalecem músculos e ossos, aumentam a resistência e preservam mobilidade e autonomia ao longo da vida. A prática regular também ajuda a prevenir e controlar hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, além de melhorar o sono e a disposição. As informações são do portal Repórter Beto Ribeiro.
Os efeitos não ficam restritos ao corpo. A atividade física reduz o estresse, melhora o humor e dá sensação de bem-estar, tornando-se aliada da saúde mental. Na academia, exercícios aeróbicos podem ser combinados com a musculação, e o treino de força ganha importância com a idade, ajudando a manter massa muscular, equilíbrio e capacidade funcional. Pessoas sedentárias, com doenças preexistentes ou limitações físicas devem buscar orientação profissional antes de começar.
Quanto é preciso se mexer
A Organização Mundial da Saúde recomenda, para adultos, de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, como caminhada rápida ou bicicleta em ritmo tranquilo, ou de 75 a 150 minutos de atividade intensa, como corrida, além de exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana. Para idosos, a recomendação inclui atividades de equilíbrio, que reduzem quedas. Crianças e adolescentes precisam de mais: cerca de uma hora por dia.
Na prática, 150 minutos semanais equivalem a 30 minutos por dia em cinco dias, ou a três sessões de 50 minutos. Não é preciso fazer tudo de uma vez: blocos de dez minutos ao longo do dia somam. O importante, como destaca a matéria de origem, é encontrar uma atividade que caiba na rotina e possa ser mantida com regularidade.
Por que a força importa mais depois dos 40
A partir dos 30 anos, o corpo perde massa muscular de forma lenta e contínua, e o processo acelera depois dos 60. Esse fenômeno, chamado sarcopenia, é o principal responsável pela perda de força, pelo desequilíbrio e pelas quedas na velhice. O treino de força, com pesos, elásticos ou o próprio peso do corpo, é a única intervenção que comprovadamente freia essa perda. Por isso, as diretrizes atuais tratam a musculação não como opção estética, mas como cuidado preventivo, especialmente para mulheres, que somam à perda muscular a perda de massa óssea após a menopausa.
Ossos também respondem ao exercício: a carga mecânica estimula a formação óssea, e por isso caminhar, correr e levantar peso protegem contra a osteoporose. Já o exercício aeróbico cuida do coração, dos vasos e do metabolismo, reduzindo a pressão arterial e a glicemia. Os dois tipos se complementam, e é essa combinação que os profissionais de educação física recomendam.
Exercício e saúde mental
Estudos de grande porte mostram que pessoas fisicamente ativas têm risco menor de depressão e ansiedade, e que o exercício funciona como tratamento complementar em quadros leves e moderados, com efeito comparável ao de alguns medicamentos em determinados grupos. O mecanismo envolve a liberação de endorfinas e de outras substâncias que regulam o humor, a melhora do sono e o efeito social de treinar em grupo. Para quem trabalha sentado e sob pressão, meia hora de caminhada no fim do dia costuma ser a mudança de rotina com melhor custo-benefício.
Onde treinar em Araras sem pagar
Quem não pode ou não quer pagar academia tem alternativas na cidade. O Parque Ecológico Gilberto Rüegger Ometto tem pista para caminhada e corrida e é o ponto de encontro de grupos de treino ao ar livre; o Lago Municipal e a Avenida Dona Renata reúnem caminhantes e ciclistas no início da manhã e no fim da tarde; praças de vários bairros contam com academias ao ar livre, com equipamentos gratuitos de fortalecimento. A Secretaria Municipal de Esportes mantém turmas gratuitas de ginástica, dança, natação e modalidades esportivas em núcleos da cidade, e as unidades de saúde oferecem grupos de atividade física para pacientes com hipertensão e diabetes.
Adriano Jose Reis Martins, autor desta matéria, acompanha a pauta de saúde de Araras e vê no exercício físico o investimento de melhor retorno que a cidade pode fazer. Na minha avaliação, cada real gasto em academia ao ar livre, pista iluminada e turma gratuita de ginástica volta multiplicado em consultas, internações e remédios que deixam de ser necessários. O ararense que caminha no Parque Ecológico às seis da manhã está fazendo por si o que nenhum posto de saúde consegue fazer por ele. O papel do poder público é garantir que o espaço exista, seja seguro e esteja iluminado; o resto é hábito.
O custo do sedentarismo
A Organização Mundial da Saúde estima que a inatividade física é responsável por milhões de mortes por ano no mundo e por uma parcela relevante dos casos de doenças cardíacas, diabetes e alguns tipos de câncer. No Brasil, menos da metade dos adultos atinge o mínimo recomendado de atividade física, segundo pesquisas do Ministério da Saúde, e a proporção de sedentários cresce com a idade e cai com a escolaridade e a renda. Para o sistema público de saúde, cada pessoa que sai do sedentarismo representa menos consultas, exames, remédios de uso contínuo e internações ao longo da vida.
Atividade física para cada fase da vida
Crianças precisam de brincadeira ativa e esporte, não de academia; adolescentes se beneficiam de modalidades coletivas, que somam socialização e disciplina; adultos que trabalham sentados ganham mais com a combinação de aeróbico e força; idosos devem priorizar equilíbrio, força e mobilidade, com caminhada, hidroginástica, musculação leve e exercícios de coordenação. Gestantes e pessoas com doenças crônicas podem e devem se exercitar, com adaptações definidas pelo médico. Em todas as fases, a regra é a mesma: o melhor exercício é o que a pessoa consegue manter.
Como começar com segurança
Quem está parado há muito tempo, tem mais de 40 anos ou convive com doença crônica deve passar por avaliação médica antes de iniciar. Comece devagar, com caminhadas de 20 minutos, e aumente tempo e intensidade a cada semana. Use tênis adequado, hidrate-se e evite os horários de calor forte. Na musculação, a orientação de um profissional de educação física evita lesões e acelera resultados. Dor aguda, tontura ou falta de ar desproporcional são sinais para parar e procurar atendimento.
Serviço
Recomendação da OMS para adultos: 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada ou 75 a 150 minutos de atividade intensa, mais fortalecimento muscular em dois dias da semana. Espaços públicos em Araras: Parque Ecológico Gilberto Rüegger Ometto, Lago Municipal, academias ao ar livre nas praças e núcleos da Secretaria Municipal de Esportes, com turmas gratuitas. Antes de começar, procure avaliação médica e orientação de um profissional de educação física.



