A Santa Casa de Araras emitiu um alerta para golpistas que estão se passando por representantes da instituição e entrando em contato com familiares de pacientes internados, pedindo pagamentos por telefone ou aplicativos de mensagens. Segundo a instituição, os criminosos utilizam informações reais sobre a internação e o estado de saúde do paciente para ganhar credibilidade antes de pedir dinheiro. As informações são do portal Repórter Beto Ribeiro.

Como o golpe funciona

De acordo com o alerta, os fraudadores contatam os familiares por telefone ou por aplicativos de mensagens, citando detalhes verídicos sobre o paciente internado — o que pode incluir nome, quadro clínico ou até o setor do hospital em que a pessoa está internada — para parecer que realmente representam a Santa Casa. Com esse verniz de legitimidade, eles solicitam algum tipo de pagamento, geralmente sob justificativa de procedimento, exame ou item necessário ao tratamento.

A Santa Casa nunca cobra por telefone

A instituição reforça, em nota, que "não solicita nenhum tipo de pagamento às famílias de pacientes" internados, mesmo em casos de internação em UTI, quando a fragilidade emocional da família costuma ser maior e mais explorada por esse tipo de golpe. A orientação da Santa Casa é clara: qualquer contato que peça transferência bancária, depósito ou PIX em nome da instituição deve ser tratado com desconfiança.

Para Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, esse tipo de golpe é particularmente cruel porque explora o momento de maior vulnerabilidade emocional de uma família. "Golpe contra família de paciente internado ataca justamente quem está com menos condição de raciocinar com calma — a pessoa está preocupada com a saúde de alguém querido, e aí recebe uma ligação com detalhes reais da internação, que parecem confirmar que é legítimo. É esse verniz de veracidade que engana. A melhor defesa continua sendo a mais simples: desligar, respirar, e ligar de volta pelo canal oficial do hospital antes de fazer qualquer pagamento", avalia.

Orientação: nunca pagar sob pressão do telefone

A recomendação central da Santa Casa é que os familiares "não façam qualquer pagamento imediatamente" diante de solicitações recebidas por telefone, mensagem ou qualquer outro canal remoto. Antes de qualquer transferência, o correto é procurar diretamente a instituição por seus canais oficiais para confirmar se a cobrança de fato existe — hospitais públicos e filantrópicos, como é o caso da Santa Casa, normalmente não realizam esse tipo de cobrança direta a familiares por telefone.

Um padrão que se repete em golpes de saúde

Esse tipo de fraude segue um padrão observado em outras cidades do país: golpistas obtêm, por meios variados, informações sobre internações — muitas vezes de forma oportunista, monitorando redes sociais ou explorando vazamentos de dados — e usam esses detalhes para dar credibilidade a uma cobrança falsa. A recorrência desse tipo de golpe em diferentes municípios reforça que não se trata de um caso isolado em Araras, mas de uma modalidade de fraude que circula pelo país e se adapta a cada instituição de saúde local.

O que fazer ao suspeitar de um golpe

Diante de qualquer contato suspeito, a recomendação geral de segurança — reforçada pelo alerta da Santa Casa — é: não fornecer dados bancários por telefone, não realizar PIX ou transferência sem confirmação presencial ou por canal oficial, e sempre desconfiar de urgência excessiva na cobrança, um recurso comum usado por golpistas para não dar tempo de reflexão à vítima. Familiares que já tiverem sido vítimas da fraude também podem registrar boletim de ocorrência para formalizar o caso.

A Santa Casa de Araras não detalhou, até a publicação da matéria original, se houve registro de vítimas efetivas do golpe na cidade ou se a instituição já acionou as autoridades para apurar a origem das ligações fraudulentas. O alerta serve, sobretudo, como medida preventiva para reduzir o número de famílias enganadas nos próximos dias.