A Prefeitura de Araras, pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, mantém a troca de lâmpadas de vapor metálico e vapor de sódio por luminárias de LED em praças e áreas públicas. Em 23 de janeiro, a equipe de eletricistas substituiu os materiais da Praça Jornalista Mamede de Souza, no Jardim das Flores; entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, foram 242 novas lâmpadas, incluindo a Praça João Giacomini Sobrinho, no Novo Jardim Cândida, e o início da troca na parte aberta do Parque Ecológico e Cultural Gilberto Rüegger Ometto. "As novas luminárias têm potência de 120 watts, eficiência luminosa de 21.600 lúmens e 108 mil horas de vida útil. A eficiência energética é 75% maior do que a das antigas lâmpadas", explicou o chefe de manutenção elétrica, David Ricardo Vieira. As informações são da Prefeitura de Araras e do portal Notícias de Araras.

Em 20 de agosto, a mesma equipe restabeleceu a iluminação das praças Odorico Biason, no Jardim das Flores, e Alexandre Bertolini, na Vila Madalena de Canossa, com 27 lâmpadas substituídas por LED e 130 metros de cabos recompostos após furto. "Esse é um serviço contínuo e abrange todas as regiões da cidade. Infelizmente, temos sofrido com furtos constantes de fiação elétrica, o que traz prejuízo para a cidade e compromete diretamente a sensação de segurança da população, mas estamos trabalhando o mais rápido possível para restabelecer a iluminação nesses espaços", destacou o secretário Celso Canassa.

Vapor de sódio para LED: o que os números significam

As lâmpadas de vapor de sódio — a luz amarelada das ruas brasileiras — e de vapor metálico consomem de 250 a 400 watts por ponto, duram de 12 mil a 24 mil horas e perdem eficiência com o tempo; uma luminária LED de 120 watts com 21.600 lúmens entrega luz branca equivalente ou superior com menos de metade do consumo e dura 108 mil horas — cerca de 25 anos a 12 horas por noite. Os 75% de ganho de eficiência citados pelo chefe de manutenção traduzem-se em conta de energia menor para a Cosip e em menos trocas; 242 pontos em dois meses é ritmo de equipe própria, praça a praça, sem o contrato de PPP que cidades maiores usam para trocar tudo de uma vez.

Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, as duas notícias juntas contam a história da iluminação pública em Araras. "Em janeiro, a Prefeitura instala LED de 108 mil horas na praça do Jardim das Flores; em agosto, volta à praça vizinha para repor 130 metros de cabo que alguém arrancou para vender o cobre. A cidade investe em eficiência e perde para o furto. Canassa disse a palavra certa: sensação de segurança — praça escura à noite é praça vazia, e praça vazia é convite. A resposta não é só trocar de novo: é cabo de alumínio, que não vale roubar, tampa de caixa soldada, câmera da GCM e delegacia recebendo o ferro-velho que compra. LED é metade da solução; a outra metade é quem compra o cobre", avalia.

Furto de fiação: o crime que apaga a cidade

O furto de cabos de cobre — de praças, semáforos, escolas, redes de telefonia — cresceu no interior paulista com a valorização do metal, vendido a ferros-velhos por quilo; retirar 130 metros de cabo de uma praça leva minutos e deixa o espaço às escuras por semanas até a reposição. Municípios respondem com cabos de alumínio, caixas de passagem lacradas, iluminação solar autônoma em pontos isolados e operações da Polícia Civil contra receptadores. Araras registra ocorrências recorrentes em praças de bairro e na Estrada do Canil, onde a fiação de obra foi alvo.

Praça Mamede de Souza e Giacomini Sobrinho: o programa

A praça do Jardim das Flores, que leva o nome do jornalista Mamede de Souza, e a do Novo Jardim Cândida, batizada em homenagem a João Giacomini Sobrinho, foram as primeiras a receber o LED do programa de dezembro–janeiro; a parte aberta do Parque Ecológico veio na sequência, por ser o espaço público mais frequentado à noite. A escolha prioriza praças com uso noturno e histórico de lâmpadas queimadas.

Odorico Biason e Alexandre Bertolini: a reposição de agosto

As duas praças — no Jardim das Flores e na Vila Madalena de Canossa — tiveram fiação furtada e lâmpadas queimadas; a equipe repôs os 130 metros de cabo e instalou 27 luminárias LED, aproveitando a intervenção para modernizar. É o padrão que a Secretaria adota: onde precisa reparar, já troca por LED.

Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a equipe própria de eletricistas é o ativo. "David Ricardo Vieira e os eletricistas da Obras trocaram 242 lâmpadas em dois meses e repõem fiação furtada em dias — sem terceirizada, sem contrato de PPP. É a Prefeitura fazendo com gente da casa o que muitas cidades pagam caro para empresa fazer. O limite é a escala: 242 pontos em dois meses significa anos para toda a cidade. A iluminação das ruas segue com a Elektro, em vapor de sódio; a das praças, com a Prefeitura, em LED. Canassa poderia publicar a lista das praças trocadas e das que faltam — o morador quer saber quando chega na dele", observa.

Cosip: quem paga e quanto economiza

A Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública, na conta de luz, financia energia e manutenção; cada ponto de vapor trocado por LED reduz o consumo pela metade ou mais, e 242 pontos representam economia anual de dezenas de milhares de reais — que se paga em poucos anos e depois vira receita liberada para novas trocas. É o argumento financeiro que sustenta o programa mesmo sem convênio.

Iluminação e uso das praças

Praça iluminada é ocupada — caminhada, criança, idoso, comércio ao redor —; praça escura é abandonada e degradada. A troca por LED, com luz branca e uniforme, muda a percepção de segurança e o uso noturno, e é medida de urbanismo tanto quanto de energia. O Parque Ecológico, com LED na área aberta, ganhou frequência noturna.

Cabos de alumínio e outras defesas

Para reduzir o furto, prefeituras substituem cobre por alumínio — mais barato, sem valor de revenda —, lacram caixas de passagem, instalam sensores de rompimento e usam luminárias solares autônomas em praças isoladas; a Secretaria de Obras de Araras avalia as alternativas para as praças mais atingidas. A GCM, com monitoramento por câmeras, é a outra frente.

Vida útil de 108 mil horas: o que muda na manutenção

Uma lâmpada de vapor de sódio dura de dois a quatro anos e exige troca de reator e ignitor; a luminária LED de 108 mil horas dura cerca de 25 anos sem troca de lâmpada — a manutenção passa a ser de driver e de limpeza, com frequência muito menor. Para a equipe de eletricistas da Prefeitura, cada praça convertida deixa de gerar chamados de lâmpada queimada por décadas, liberando tempo para as que ainda estão em vapor; é o efeito cumulativo que faz o programa se acelerar com o tempo — e que o furto de fiação, infelizmente, anula onde acontece.

Receptação: a ponta do crime

Quem compra cabo de cobre sem origem comete receptação; a Polícia Civil e a GCM fiscalizam ferros-velhos, e leis estaduais exigem nota fiscal e registro de vendedor; sem comprador, o furto não compensa. É a frente que a Secretaria de Segurança e a Delegacia precisam manter para que a reposição de agosto não se repita em setembro.

O que a cidade deve fazer

Denunciar furto de fiação e praça apagada pelo 156 e pelo 153 da GCM; não comprar nem vender cobre sem origem; usar as praças iluminadas. A Prefeitura repõe; a cidade vigia.

Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, o LED nas praças é vitória parcial. "Duzentos e quarenta e dois pontos de LED em dois meses, com luminária de 25 anos de vida — é investimento certo. Cento e trinta metros de cabo furtado em agosto na praça ao lado — é a realidade. Canassa e a equipe de David Vieira fazem a parte técnica com competência; a parte policial é da GCM e da Civil. Enquanto o ferro-velho comprar cobre, a Prefeitura vai trocar cabo. A saída é alumínio no poste e fiscalização no ferro-velho. Araras ilumina bem; precisa proteger o que ilumina", analisa.

A substituição de lâmpadas por LED em praças de Araras — 242 pontos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 — e a reposição de 27 lâmpadas e 130 metros de cabos furtados nas praças Odorico Biason e Alexandre Bertolini, em 20 de agosto de 2026, foram realizadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas.