Em visita ao Parque Ecológico e Cultural Gilberto Rüegger Ometto na manhã de quinta-feira (23 de julho), a prefeita de Araras, Elaine Brambilla, informou que o espaço receberá manutenção e melhorias: novas lixeiras e sinalização, manutenção das calçadinhas, lavagem de bancos e passeios, roçagem e plantio de mudas nas áreas verdes. Com início previsto para os dias seguintes, as intervenções são feitas em conjunto pelas secretarias de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, de Serviços Públicos e de Meio Ambiente e Agricultura. As informações são do portal Notícias de Araras.
"Por ser um dos nossos cartões-postais da cidade e também um local que atrai moradores e turistas da região, o Parque Ecológico merece estar sempre bem cuidado e preservado", comentou a prefeita, acompanhada dos secretários Celso Canassa, de Obras, Sandra Milaré, de Serviços Públicos, e Raquel Metzner, de Meio Ambiente e Agricultura. A visita aconteceu um mês após a posse de Elaine Brambilla e na véspera do Arraial, que estreou no parque em 24 de julho.
O Parque Ecológico: o que é
Na Avenida José Pavan, no Jardim Celina, o Parque Ecológico e Cultural Gilberto Rüegger Ometto é a maior área verde urbana de Araras — lago, trilhas, mata, pista de caminhada, pista de skate, playground, quiosques, área de eventos, o recinto da Festa do Peão e o viveiro de mudas —, frequentado diariamente por caminhantes, famílias e escolas e, nos fins de semana, por milhares. Leva o nome de Gilberto Rüegger Ometto, da família fundadora da Usina São João e da FHO. É também onde a Secretaria de Cultura faz oficinas de swordplay, o Arraial desde 2026, a Festa da Mandioca e onde a arborização urbana começou a receber LED. Manter o parque é manter o principal espaço público da cidade.
Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a visita de julho foi o primeiro gesto de gestão urbana da nova prefeita. "Um mês depois de assumir, Elaine Brambilla foi ao parque com três secretários e listou o básico: lixeira, placa, calçada, banco lavado, mato roçado, muda plantada. Não é obra — é zeladoria, o que o morador vê primeiro. O Arraial ia estrear ali no dia seguinte e a Festa do Peão viria em agosto; o parque precisava estar apresentável. Canassa, Milaré e Metzner juntas é o desenho certo: obra, limpeza e verde no mesmo lugar. O que a cidade deve cobrar é a rotina — parque cuidado em julho de 2026 e em julho de 2027, sem precisar de visita da prefeita", avalia.
Lixeiras e sinalização: o básico que faltava
Lixeiras quebradas ou insuficientes geram lixo no gramado e no lago; sinalização — trilhas, horários, regras, mapa — orienta o visitante e o turista. São itens de custo baixo e efeito imediato, e os primeiros da lista da prefeita. A padronização visual com o Turismo, que planeja sinalização turística com o convênio de R$ 2,5 milhões, é o passo seguinte.
Calçadinhas, bancos e passeios
As calçadas internas do parque — de concreto, com trechos quebrados por raiz e desgaste — são o percurso de caminhada de centenas de pessoas por dia, inclusive idosos; a manutenção evita queda. A lavagem de bancos e passeios, com jato de água, remove limo e sujeira acumulados no inverno. É trabalho de Obras e Serviços Públicos.
Roçagem e mudas: o verde
A roçagem das áreas verdes — necessária no inverno pelo risco de fogo e de carrapato — e o plantio de mudas do viveiro municipal, com espécies nativas, cabem à Secretaria de Meio Ambiente, que mantém o viveiro dentro do parque; é a continuidade da política de 3.608 árvores de 2025.
Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, o parque é o teste da integração entre secretarias. "Obras faz calçada, Serviços Públicos lava e roça, Meio Ambiente planta — três pastas num só espaço. Se funcionar no parque, funciona na cidade; se cada uma esperar a outra, o banco fica sujo e o mato cresce. Elaine Brambilla juntou as três na mesma visita para não ter desculpa. O Parque Ecológico é o lugar onde o ararense leva a família e o visitante forma opinião sobre a cidade. Estar bem cuidado antes do Arraial e da Festa do Peão era obrigação; continuar cuidado em dezembro é o que vai dizer se a zeladoria virou rotina", observa.
Arraial e Festa do Peão: o parque como palco
Com o Arraial transferido da Praça Barão para o parque em julho e a Festa do Peão em agosto, o espaço recebeu dezenas de milhares de pessoas em um mês; a manutenção prévia — e a limpeza posterior — é o custo de ser a área de eventos da cidade. A Festa da Mandioca, em junho, já inaugurara o calendário no parque.
Lago e trilhas: o ambiental
O lago do parque, com capivaras e aves, é objeto de vistoria da Sucen por carrapato e de monitoramento de qualidade da água; as trilhas na mata exigem manutenção e sinalização de risco. É a face de conservação do parque, sob a Secretaria de Meio Ambiente.
Turismo: cartão-postal
A prefeita chamou o parque de cartão-postal — e a Secretaria de Turismo o inclui, com a Casa da Memória e o centro histórico, no roteiro que o convênio estadual vai sinalizar; parque bem cuidado é o produto turístico mais barato que a cidade tem.
Gilberto Rüegger Ometto: o nome do parque
O parque leva o nome de Gilberto Rüegger Ometto, membro da família que fundou a Usina São João e a Fundação Hermínio Ometto — a FHO/Uniararas — e que marcou a economia, a educação e a filantropia de Araras no século 20; o ginásio Nelson Rüegger, a Etec Hermínio Ometto e bairros da cidade carregam nomes da mesma família. O parque foi criado em área doada e estruturada com apoio privado, e é hoje patrimônio público mantido pela Prefeitura — o que faz da manutenção, além de zeladoria, respeito à história de quem o viabilizou.
Parques urbanos e saúde: o que a ciência mostra
Parques com trilhas e equipamentos elevam a atividade física da população do entorno, reduzem estresse e ilhas de calor, e são o principal espaço de lazer gratuito para famílias de baixa renda; a Organização Mundial da Saúde recomenda área verde acessível a menos de 300 metros de cada residência — meta que Araras cumpre no centro-sul, pelo Parque Ecológico, e não na zona leste, onde o Centro Esportivo Capixaba pretende compensar. Manter o parque limpo, seguro e iluminado é, portanto, política de saúde pública tanto quanto de turismo.
Roçagem e carrapato: a conexão com a febre maculosa
Com três mortes por febre maculosa em 2026 e capivaras no lago, a roçagem das áreas verdes do parque e a vistoria acarológica da Sucen são medidas sanitárias — mato alto e folhas acumuladas abrigam o carrapato-estrela; a manutenção anunciada pela prefeita inclui a roçagem justamente por isso, e a Secretaria de Saúde mantém placas de alerta nas trilhas. Parque cuidado é parque com menos carrapato.
Gestão Elaine: as primeiras semanas
Entre a posse em junho e a visita ao parque, a prefeita cobrou melhorias na Luminar, acompanhou a troca de redes do Saema, reabriu o ecoponto, instalou secretários novos e manteve outros; a zeladoria do parque foi a primeira ação visível de manutenção urbana da nova gestão.
O que se espera
Lixeiras e placas novas, calçadas consertadas, bancos limpos, mato roçado e mudas plantadas nas semanas seguintes; e a rotina — mensal, não anual — de manutenção que a prefeita prometeu com "sempre bem cuidado".
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a notícia é simples e é o que a cidade queria ouvir. "Lixeira, placa, calçada, banco, mato, muda. Nada de milhões — só cuidado. A prefeita foi ao parque, olhou e mandou fazer. É gestão de quem sabe que o morador avalia a cidade pelo banco em que senta no domingo. O Parque Ecológico é de todos; a manutenção é da Prefeitura; a cobrança é nossa. Que em janeiro, com o verão e o El Niño, o parque esteja tão cuidado quanto antes do Arraial", analisa.
A visita da prefeita Elaine Brambilla ao Parque Ecológico e Cultural Gilberto Rüegger Ometto, em Araras, com o anúncio de manutenção e melhorias, foi realizada em 23 de julho de 2026, com os secretários de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente e Agricultura.



