O Saema, o Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras, segue substituindo a antiga tubulação de distribuição de água da cidade: redes de ferro fundido DN50 dão lugar a tubos de PVC DN60 no Programa de Renovação de Redes, lançado em 2025, que prevê a troca de 30 quilômetros de tubulação em diferentes bairros até 2030. Na segunda-feira (24 de agosto), as equipes trabalharam na Rua Júlio Mesquita, no centro, com acompanhamento da prefeita Elaine Brambilla e do presidente da autarquia, Rubens Franco Júnior. "O serviço abrange bairros mais antigos da cidade, como Centro, Jardim Cândida, Jardim Belvedere, Jardim Fátima e Parque Industrial, que têm pressão mais baixa de água por conta dessa tubulação antiga e comprometida", explicou Júnior. As informações são da Prefeitura de Araras.
Até agosto, 3,3 quilômetros haviam sido substituídos nas ruas Fioravante Daltro, Mário Daltro, Alfredo Dalgé, Lourenço Dias, Vinte e Quatro de Março e Romildo Borella, no centro; Belo Horizonte, no Jardim Cândida; Benjamin Franklin, no Jardim Abolição; Niterói, no Parque Santa Cândida; dos Italianos, no Bom Jesus; das Camélias, no Jardim Nicolau; e Achilina Fachini, no Jardim Fátima. O cronograma lançado em julho previa mais 3.915 metros ainda em 2026 — em julho e agosto, as ruas Germano Quenzer, no Parque Santa Cândida, e Manaus e Afonso Bueno, no Jardim Cândida — e a continuidade até 2030; a escolha dos trechos segue histórico de baixa pressão, rompimentos, vazamentos, perdas, idade da tubulação e crescimento da demanda. O Saema disponibiliza mapa interativo e cronograma público em saema.com.br/programa-de-renovacao-de-redes; emergências pelo 0800 014 4321.
Ferro fundido DN50 para PVC DN60: o que muda
As redes de ferro fundido de 50 milímetros, instaladas nos bairros antigos de Araras entre as décadas de 1950 e 1980, sofrem corrosão interna que reduz o diâmetro útil — tuberculização —, aumenta a perda de carga e provoca rompimentos e água turva; o PVC de 60 milímetros tem superfície lisa, maior vazão para o mesmo diâmetro nominal, resistência à corrosão e juntas elásticas que reduzem vazamentos. Trocar 30 quilômetros — cerca de um décimo da rede da cidade — é o programa estrutural de redução de perdas e melhoria de pressão que o Saema executa com equipes próprias, rua a rua, sem grande obra e sem financiamento externo.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a renovação de redes é a obra de saneamento mais silenciosa e mais sentida. "Ninguém inaugura tubo. Mas o morador da Rua Achilina Fachini, no Jardim Fátima, que abria a torneira e via um fio de água, sabe o que mudou quando o PVC substituiu o ferro. Júnior Franco montou programa de cinco anos, com critério técnico, equipe própria, mapa público e cronograma. Três quilômetros feitos, quatro a fazer em 2026, trinta até 2030. É o oposto do improviso. Elaine Brambilla foi à Júlio Mesquita ver a vala aberta — gesto que diz que a prefeita entendeu onde está a política de água: no subsolo dos bairros antigos, não no discurso", avalia.
Baixa pressão: os bairros afetados
Centro, Jardim Cândida, Belvedere, Fátima e Parque Industrial — os bairros consolidados de Araras — sofrem pressão baixa em horários de pico porque a rede envelhecida não transporta o volume que a ETA fornece; a troca de rede devolve vazão sem nova captação. O Jardim Fátima, onde a Rua Achilina Fachini foi trocada em junho, era um dos mais reclamados; as ruas seguintes — Afonso Bueno, Germano Quenzer, São Francisco, Joaquim Nunes Rollo — entraram no cronograma pelo mesmo motivo.
Critérios: por que esta rua e não aquela
Histórico de baixa pressão, número de rompimentos, ocorrência de vazamentos, perdas medidas, idade da tubulação, crescimento da demanda e planejamento das equipes — o Saema publicou os critérios para que a escolha não pareça arbitrária; ruas com mais chamados no 0800 sobem na lista. É gestão por dado, com o mapa interativo mostrando concluído, em execução e programado.
Equipes próprias: o custo
Fazer com servidores do Saema — encanadores, operadores de retroescavadeira, engenheiro — em vez de contratar empreiteira reduz o custo por metro e permite ajustar o ritmo à demanda, mas limita a velocidade: cerca de 4 quilômetros por ano. É a escolha de programa contínuo, não de obra grande; o Sabaz, de R$ 17 milhões, é o oposto — obra única, financiada, para a zona leste.
Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, o mapa interativo é o detalhe que muda a relação com o usuário. "O morador que reclama de pressão pode entrar no site do Saema e ver se a rua dele está no cronograma, quando, e o que já foi feito. É transparência operacional — rara em autarquia de água. Combinada com o corte por inadimplência, a tarifa social e o Refis, mostra um Saema que cobra e mostra onde aplica. Trinta quilômetros até 2030 é meta verificável: em 2027, a cidade pode contar os metros. Se Júnior Franco cumprir, terá feito mais pelo abastecimento do que gestões inteiras", observa.
Reservatório do Cuba: a bomba nova
Em junho, o Saema instalou nova bomba no reservatório do Cuba, no Jardim Piratininga, mantendo a antiga como reserva — 150 mil litros a mais por dia para a região norte e redundância contra falhas, com um dia de interrupção para a troca. "Garante segurança no abastecimento e mais conforto para a população dos mais de 30 bairros beneficiados", disse Júnior Franco. É melhoria de reservação que complementa a troca de rede.
Perdas de água: a meta
Autarquias do interior perdem de 30% a 40% da água tratada em vazamentos e ligações irregulares; cada quilômetro de ferro fundido substituído reduz rompimentos e perdas físicas. O Saema não divulgou o índice atual, mas o programa é a principal ação de redução de perdas — condição para acessar recursos federais de saneamento, que exigem meta de perdas.
Jardim Fátima: a rua que abriu o programa em 2026
A Rua Achilina Fachini, no Jardim Fátima, recebeu a troca em junho — "todos os bairros com redes mais antigas, onde os moradores relatam menos pressão e quantidade de água, receberão a troca", disse Júnior Franco na época —, seguida de Afonso Bueno e Germano Quenzer, no Jardim Cândida e Santa Cândida, São Francisco, no Bom Jesus, e Joaquim Nunes Rollo, no Jardim Rollo, no cronograma de junho e julho. O Jardim Fátima, bairro antigo da região sul com histórico de reclamações, foi o teste do programa antes do centro.
Interrupções: como o morador é avisado
Cada trecho iniciado é divulgado com prazo e impacto — interrupção de horas para interligação, água turva na retomada —, no site e nos canais da Prefeitura; o 0800 014 4321 atende emergências 24 horas. A obra na rua exige interdição parcial e apoio do Demutran.
Até 2030: o horizonte
Trinta quilômetros em cinco anos, a 4 a 6 quilômetros por ano, cobrem os bairros antigos até o fim da década — quando o Sabaz, na zona leste, e a ETE, no esgoto, também devem estar concluídos. É a agenda de saneamento de Araras para os anos 2020, iniciada por Maretto e continuada por Elaine Brambilla.
O que muda para o morador
Pressão estável, menos água turva, menos rompimento na rua, conta igual; nas ruas trocadas, o efeito é imediato. Quem quiser saber quando chega à sua rua consulta o mapa no site do Saema.
Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a renovação de redes é o tipo de política que separa gestão de propaganda. "Não tem placa, não tem fita, tem vala aberta na Júlio Mesquita e prefeita olhando. Trinta quilômetros de PVC substituindo ferro de 60 anos, com mapa público e critério técnico. É o que o Saema devia ter feito há 20 anos e começou em 2025. Se cumprir 2030, os bairros antigos de Araras terão água com pressão pela primeira vez em décadas. É lento, é invisível e é a coisa certa. Que a próxima gestão não interrompa — programa de tubo só funciona se ninguém parar de cavar", analisa.
O Programa de Renovação de Redes do Saema, iniciado em 2025, prevê a substituição de 30 quilômetros de tubulação de ferro fundido por PVC em Araras até 2030. Em 24 de agosto de 2026, a prefeita Elaine Brambilla acompanhou os trabalhos na Rua Júlio Mesquita, no centro; o cronograma e o mapa interativo estão disponíveis no site da autarquia.




